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Especialista discorre sobre o futuro do jornalismo ao vivo

"Ao vivo é fundamental para qualidade de informação, não de vídeo"

O professor de Comunicação da PUC-Campinas Fernando Carlos Moura analisa no Mídia em Foco como os avanços tecnológicos ampliaram e facilitaram a cobertura jornalística ao vivo de fatos cotidianos. "O ao vivo continua fundamental para você saber o que está acontecendo no momento", defende o pesquisador, que acredita que a modalidade é o que vai garantir o futuro da televisão.

Na entrevista, o professor traça um panorama da história do jornalismo televisivo, que até a década de 1970 contava com a simples leitura de notícias no vídeo. A partir daí, com a chegada do videotape, os jornalistas, cinegrafistas e equipe de apoio passaram a registrar e mostrar as ruas. Mas foi somente a partir de 2010, de acordo com o especialista, que foi possível entrar ao vivo de qualquer lugar devido às facilidades e redução de custos.

Hoje em dia tem se tornado comum emissoras de televisão realizarem coberturas ao vivo e in loco de uma notícia com apenas um jornalista, munido de celular, tripé, microfone e uma boa banda de dados móveis. "É ruim para a estrutura? Acho que sim, porque o que antes se fazia com sete ou oito pessoas e gerava qualidade, hoje se reduz a uma. Mas o que interessa é a notícia, a informação, não a qualidade com que ela chega. A qualidade do conteúdo é mais importante que a qualidade do vídeo", argumenta Moura, reconhecendo que por vezes tais transmissões via streaming pecam em qualidade de vídeo e áudio.

Para além da produção e distribuição, o professor também destaca as mudanças na forma de consumo do conteúdo audiovisual, impulsionadas pelas plataformas digitais. "Não precisa você já estar em casa, sentado em frente à TV. Você pode ver televisão no celular, no carro ou onde for. Você tem a possibilidade de trazer para dentro de casa a rua em qualquer momento e em qualquer lugar", dispara. Com isso, Moura aposta no futuro da TV. "Eu acho que (a televisão) não vai acabar, pelo contrário. Vai ser cada vez mais ao vivo, de qualquer lugar, e com mobilidade", finaliza.

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