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Música da minha vida

O sonho desses amigos é formar um grupo de axé music

Olhar Nacional

No AR em 25/02/2018 - 18:00

A história se desenrola no bairro do Candeal em Salvador-BA, comunidade marcada pela musicalidade, bairro onde nasceu a Timbalada e Carlinhos Brown. Em meio a esse cenário de efervescência musical e desigualdade social, um grupo de adolescentes tenta se afastar do assédio de traficantes, formando um grupo de axé music. Logo após a publicação de um vídeo amador na internet, a banda começa a fazer sucesso nacional, o que gera muita exposição à comunidade e, consequentemente, às ações dos traficantes que atuam na região.

Solta do som
No primeiro capítulo da série “Música da Minha Vida”, conhecemos o dia a dia dos protagonistas, que sonham em formar uma banda de Axé. Beto, Washington, Barrote e Zé dividem a vida, basicamente, entre atividades domésticas, escola, sambão e futebol na rua. As dificuldades do pai de Beto para manter a casa, a educação rígida que a avó de Zé impõe sobre ele e os assédios do tráfico mostram os desafios dessa turma que vive numa favela de Salvador. Barrote filma, em seu celular, Beto e Washington fazendo um som de improviso em um ‘baba’ de rua comum, e publica no YouTube. Acontece que o vídeo amador estoura nas redes sociais, e os meninos envolvidos na filmagem são reconhecidos por onde passam. O sonho de montar uma banda ganha força, e tudo indica que o primeiro passo rumo ao sucesso já foi dado.

O sonho desses adolescentes é formar um grupo de axé music
O sonho desses adolescentes é formar um grupo de axé music - Reprodução/Santo Guerreiro

Primeiros acordes
Depois do enorme sucesso que o vídeo de Beto e Washington fizeram na internet, com mais de 1 milhão de visualizações em apenas cinco dias, os quatro amigos decidem, finalmente, oficializar a formação da banda. Os ensaios são realizados numa casa abandonada do bairro com a presença de Mara, amiga dos meninos, e Rita, namorada de Barrote. Apesar da oposição branda de Seu Oswaldo, o pai de Beto, e da negação, não tão branda de Dona Carmelita, avó de Zé, os ensaios seguem em ritmo intenso e algumas apresentações são realizadas na escola. Numa noite de ensaio, os meninos são visitados por dois capangas de Navalhada, o temido traficante local. Exibindo arma em punho, eles invadem o lugar, abordam as meninas, e agridem Beto com tapas e insultos. Eles foram informar que Navalhada não quer barulho a esta hora da noite. Assustados, os protagonistas voltam para as suas casas, e já pensam em procurar outro lugar para os ensaios da banda.

É hora do show
Depois de serem ameaçados pelo poder do tráfico de drogas local, os ensaios da banda são realizados na laje da casa de Zé. Dona Carmelita, sua avó, não fica nada contente com esta história, mas é convencida por uma música de improviso que Beto canta na hora da discussão, dizendo que se trata de uma homenagem escrita por seu neto. É noite de estreia e eles se preparam para o primeiro show aberto na comunidade, contando, inclusive, com a cobertura de um canal popular da TV. Minutos antes de subir ao palco, o apresentador do evento pede o nome da banda e descobre que eles ainda não pensaram nisso. No meio de um bate-boca, Beto manda dizer que é “Nóis da Baixinha” pois seriam reconhecidos. O apresentador anuncia a banda como “É Nóis” e o nome pega. O show é um sucesso, mas, no final, Beto é levado por dois capangas de Navalhada, dentro de um carro.

Dando a letra
Após apanhar dos criminosos, Beto é levado ao encontro de Navalhada. O bandido não gosta da exposição que a favela vem sofrendo, após o sucesso da banda na internet, e exige o fim do grupo. Navalhada ameaça matar os familiares de Beto e seus amigos, caso a banda continue. Depois de dois dias em cativeiro, Beto volta para casa sujo, faminto e assustado. Ele está disposto a encerrar com tudo e abandonar de uma vez o sonho de infância: levar sua música para o alto de um trio elétrico, no Carnaval de Salvador. Parentes e amigos se mobilizam para encontrar uma solução inteligente e segura que garanta a continuação desse trabalho tão bonito e expressivo da banda “É Nóis”, que tem levado alegria e esperança para a comunidade.

O tom certo
Em um esquema escondido, montado pelos membros da comunidade e parentes dos integrantes da banda, um grande show será realizado no largo da comunidade com o apoio da população e a presença de repórteres. Eles querem levantar a bandeira de paz e chamar a atenção das autoridades, mostrando que o trabalho da banda é de extrema importância para o desenvolvimento da comunidade e do futuro dos seus jovens. A alegria e sentimento de conquista que permeia o show são feridos pela aparição de Navalhada e sua gangue. No meio do povo, ele ameaça Beto com gestos. Do outro lado, Navalhada monta o que parece ser uma armação para acabar com a festa. As luzes se apagam, os bandidos se atrapalham e fogem; no retorno da luz, Navalhada é preso e a festa continua com o povo no palco, cantando a “Música da Minha Vida”.

Direção Geral: Jorge Felippe
Direção de Cena: Gabriela Barreto
Produção: Santo Guerreiro

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