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Colômbia e Irã

As tradições de colombianos e iraquianos que elegeram o Brasil para

BR14 A Rota dos Imigrantes

No AR em 27/06/2014 - 22:30

Bibiana e o músico colombiano que elegeu Manaus para viverBibiana Angel Gonzalez, uma cientista política de 30 anos que nasceu no Departamento de Chocó, na região do pacífico colombiano, e Daniel Weber, 29 anos, um editor de filmes que mora em São Paulo, são as personagens do BR 14 - A Rota dos Imigrantes de hoje. São eles que vão visitar lugares que os conectem diretamente com suas raízes.

Bibiana está no Brasil há seis meses e possui, com o namorado belga, um bar no Morro da Babilônia, no Rio de Janeiro. “Me sinto bem aqui porque percebo muitas coisas parecidas com a Colômbia, também por ser um povo tão mestiço, com população indígena, afro, tanta mistura”, diz a jovem. Para entender como vivem outros colombianos que chegaram aqui por motivos diversos, mas mantiveram-se conectados com suas raízes, ela embarca para Manaus, no Norte do país. Mas, antes, conhece a atriz Carolina Virguez, que elegeu o Rio como lar há mais de 30 anos. Ela negligenciou por muitos anos as suas raízes e há um tempo resolveu fazer este resgate montando peças baseadas em livros colombianos.

O La Finca, do colombiano Jorge Molina...... e os já tradicionais pãesJá em Manaus, que recebe muitos refugiados colombianos pela proximidade com a fronteira, Bibiana conhece Jorge Molina, proprietário do restaurante La Finca. “Decidi abrir um lugar onde pudéssemos matar as saudades do nosso país e comer algo típico”, conta ele. Na sequência ela encontra Arnold Lugo e Antônio Agudelo, biólogo e músico colombianos que adoram o Brasil e não pretendem voltar para a terra natal. Ela também visita colombianos que vendem pão ao redor de Manaus.

Daniel, que se acha fisicamente parecido com os iranianosDaniel, que vive em São Paulo e é filho de mãe iraniana e pai alemão, recebeu influências de diversos países enquanto crescia, mas foi no Brasil que passou a maior parte da sua vida. Embora tenha crescido muito distante das raízes de sua mãe, fisicamente ele lembra muito um iraniano. Para conhecer um pouco de sua própria história, ele vai ao encontro de diferentes iranianos na capital paulista. "Para mim, a minha descendência é uma folha em branco”, diz Daniel.

Sua primeira visita será Nasrim Haddad, 47, uma chef iraniana orgulhosa da sua vasta cultura persa. Tendo deixado o Irã uma década depois da revolução, veio para o Brasil, casou com um brasileiro e teve uma filha de nome tupi guarani. “Os iranianos gostam de estar em volta da mesa”, revela Nasrim. Daniel dividirá com ela e sua família uma refeição tradicional capaz de transportá-lo para um universo sensorial totalmente desconhecido.

O churrasco tipico iraniano...... que Daniel experimenta num almoço de família iranianaEm seguida Daniel vai ao centro de treinamento do Juventus, tradicional clube italiano que possui em sua segunda divisão o jogador Farbod Mahmud, 18. Há dois anos no Brasil, Farbod deixou uma proposta milionária para jogar no Dubai em troca da oportunidade de aprender a ginga do futebol brasileiro. Por ultimo Daniel visita a loja de tapetes persa dos irmãos Nader e Ali Khorrami. Nascidos no Irã os dois mantém a tradição de trabalhar em família, tomar chá e comer doces iranianos. Enquanto contam diversas histórias sobre seu país natal, falam sobre os desenhos dos famosos tapetes. No final, os irmãos levam Daniel para um típico churrasco iraniano com toda a família.




Direção: Rafael Calil e Miguel Varga
Produção: Duo2 Multimidia Ltda

Criado em 30/05/2014 - 16:58 e atualizado em 30/05/2014 - 16:58

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