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Especial: Bezerra da Silva

Musicograma celebra a malandragem do sambista pernambucano radicado no

Musicograma

No AR em 25/08/2013 - 00:30

Bezerra da Silva - Arte: Osmério EllerQuando Bezerra da Silva morreu, em janeiro de 2005, aos 78 anos, calaram-se com ele as vozes de centenas de compositores que ele levou para os seus discos. Mais que o sucesso, essas vozes da malandragem excluída do mercado fonográfico queriam desabafar e Bezerra soube, como nenhum outro intérprete, transmitir, sem filtros, este desejo e direito. Sua história justifica o posicionamento artístico.

Ele veio de Pernambuco para o Rio de Janeiro aos 15 anos, escondido em um navio e o primeiro emprego foi na construção civil. Tocava percussão desde criança e logo entrou em um bloco carnavalesco, de onde um dos componentes o levou para a Rádio Clube do Brasil, em 1950. A partir daí passou a atuar como compositor, instrumentista e cantor, gravando seu primeiro compacto em 1969 e o primeiro LP, seis anos depois. Antes de ser reconhecido como sambista, gravou cocos sem sucesso.

A partir da série “Partido Alto Nota 10” encontrou seu público. O repertório de seus discos passou a ser abastecido por autores anônimos, muitos deles usavam apelidos para preservar a clandestinidade, e Bezerra assumiu o rótulo de divulgador do "sambandido", precursor do "gangsta rap" norte-americano. Antes de o hip hop brasileiro chegar ao mercado, ele já dava o recado dos que habitavam o lado B da cidade partida.

"Malandragem, Dá um Tempo", "Candidato Caô Caô", "Defunto Caguete", "Bicho Feroz", "Overdose de Cocada", "Malandro Não Vacila", "Meu Pirão Primeiro", "Lugar Macabro", "Pai Véio 171", não eram simples títulos de sambas, mas avisos panfletados daqueles que reivindicavam o direito de ser ouvidos.




Criado em 31/07/2013 - 14:03 e atualizado em 12/09/2013 - 18:47

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