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Áurea Martins: uma cantora da noite

A trajetória da artista que é referência para várias gerações

Musicograma

No AR em 16/06/2013 - 00:30

Áurea Martins - Arte: Osmério EllerÁurea Martins - Arte: Osmério EllerDa boate Dancing Brasil, na Avenida Rio Branco, passando por outras casas noturnas da Zona Sul carioca, como Drink, Number One, 706, O Teclado, Chiko’s Bar, Antonino e Au Bar, até contribuir para a revitalização da Lapa no Carioca da Gema e Rio Scenarium, Áurea Martins criou uma identidade na noite carioca.

Sua voz foi referência para várias gerações que a acompanharam no início da carreira, nos anos 1960, quando foi um dos nomes escolhidos para renovar o elenco da Rádio Nacional. Do grupo seleto faziam parte Alaíde Costa, Peri Ribeiro e Elis Regina. Apadrinhada por Paulo Gracindo ela registra a voz no LP “Alvorada dos novos”, produzido por Altamiro Carrilho, para a gravadora Copacabana.

A partir deste álbum começa a trajetória de Áurea Martins na música, mantendo a linhagem musical já determinada pela avó que tocava banjo nos saraus promovidos pela família em Campo Grande, onde nasceu e cresceu. Aliás, foi com num conjunto formado pelo tios que estreou como cantora, animando bailes da periferia.

O início profissional no rádio abriu portas para a televisão e para as boates, onde dividiu o palco, influenciou e foi influenciada por grandes nomes da MPB. O fino trato dado por Altamiro Carrilho à sua primeira gravação foi mantido por outros arranjadores ao longo da carreira. Paulo Moura, Wagner Tiso, Rildo Hora, Luiz Eça, Tamba Trio, Guerra Peixe, Hermínio Bello de Carvalho, Cristóvão Bastos e Luiz Carlos Vinhas foram alguns profissionais que assinaram arranjos ou atuaram ao lado de Áurea Martins. Aumentam a lista Djavan, Alcione, Johnny Alf, Zezé Gonzaga e Emílio Santiago.

Quando ganhou o Prêmio Tim, em 2009, como melhor cantora de MPB, Áurea Martins  já era unanimidade entre os seus. Para Jamelão, “ela sabia das coisas”. Elizeth Cardoso, “A Divina”, gostava de ouvi-la, como uma anônima na plateia. Para sacramentar seu carisma, conta-se o caso de um diplomata que ficou tão emocionado ao vê-la cantar que fez questão de tomar champanhe no seu sapato. “Só se faz isso com grandes estrelas, como Marlene Dietrich e Elizabeth Taylor”, confessou. 




Criado em 04/06/2013 - 13:45 e atualizado em 24/06/2013 - 17:12

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